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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Mulher é presa no Aeroporto da Praia com 23 cápsula de cocaína no estômago

 Detenção aconteceu no passado dia 7 de agosto, em flagrante delito. Esta mulher de nacionalidade estrangeira vai aguardar o desenrolar do processo, em que é acusada de tráfico internacional de drogas, em prisão preventiva

Uma mulher de nacionalidade estrangeira, ficou em prisão preventiva, acusada de
tráfico internacional de drogas, anunciou esta quarta-feira, 17, a Polícia Judiciária.

De acordo com a mesma fonte, a mulher foi detida no passado dia 7 de agosto, no Aeroporto Internacional da Praia com mais de 20 cápsulas de cocaína no estômago.

“A Polícia Judiciária, no âmbito da prevenção e combate ao tráfico ilícito internacional por via aérea, procedeu a detenção, em flagrante delito, no passado dia 7 de agosto, no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, Cidade da Praia, de um indivíduo, do sexo feminino, de 23 anos de idadede nacionalidade estrangeira, que transportava, no estômago, 23 cápsulas contendo um pó de cor branca que, submetido a exame, reagiu positivamente para Cocaína. A suspeita é acusada de Tráfico Internacional de Drogas”, lê-se na nota da PJ.

A detida foi apresentada, no dia 9 de agosto, às autoridades judiciárias competentes, para efeito do primeiro interrogatório judicial de arguida detida e aplicação de medidas de coação pessoal, tendo-lhe sido aplicada a Prisão Preventiva.

Entretanto, de realçar que a detida teve de ser encaminhada ao Hospital Central da Praia, porque parte da droga ficou no estômago da mesma. Ela ficou internada do dia 9 até o dia 13 de agosto no hospital, até ser encaminhada à Cadeia Central da Praia.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

​Quatro candidatos na corrida à reitoria da UniCV

A campanha eleitoral para a eleição do novo reitor da Universidade de Cabo Verde arranca hoje. Artur Furtado, Eurídice Monteiro, Corrine Almeida e Judite Nascimento, que concorre à sua própria sucessão, são os quatro candidatos ao cargo na universidade pública.

A campanha decorre de hoje a 17 de Janeiro. As eleições acontecem dia 19 de Janeiro.

Eleita nas eleições de 2014, Judite Nascimento quer mais um mandato à frente da Uni-CV, tendo apresentado candidatura sob o lema “Por uma universidade integradora, inovadora e empreendedora, avancemos juntos”.

Judite Nascimento é doutorada pela Universidade de Rouen (França) em “géographie. aménagement de l’espace, urbanisme”, mestre em geografia humana e planeamento regional e local, pela Universidade de Lisboa, e licenciada em geografia, pela Universidade Estatal de Kharkov (Ucrânia).



Eurídice Monteiro

Eurídice Monteiro concorre ao cargo sob o lema “mudar é preciso: para uma universidade aberta à sociedade cabo-verdiana e suas instituições e ao mundo”.

A candidata chega com “um projeto universitário que simboliza a inovação e a renovação” da instituição, com aposta no desenvolvimento do conhecimento científico e uma mudança de paradigma no ensino superior em Cabo Verde.

Eurídice Monteiro, socio-politóloga, é doutorada pela Universidade de Coimbra, fez um curso avançado de administração pública em Bridgewater State University e um curso executivo de liderança na Harvard Kennedy School, nos EUA. 


Corrine Almeida

As ideias da candidatura da bióloga oceanográfica Corrine Almeida, estão assentes em cinco eixos: “organização e gestão”, “sustentabilidade”, “produção e transferência de conhecimento”, “capacitação” e “humanização”, através do projeto denominado “rebeldia pela causa Uni-CV”.

Doutora em Ecologia Marinha e Gestão de Recursos Marinhos Vivos, pela Universidade de Las Palmas, Canárias. Na Universidade de São Paulo, Brasil, formou-se em Ciências Biológicas e obteve o grau de mestre em Oceanografia Biológica. 


Artur Furtado

Artur Furtado, por seu lado, vê nesta sua candidatura, que surgiu da “vontade e apelo” da comunidade académica da UniCV e da sociedade, com base na “capacidade, humildade, simplicidade, independência e rigor”, uma oportunidade de colocar à disposição da universidade pública todo o seu conhecimento e experiência. Com o lema “qualidade e transparência”, Artur Furtado promete mudanças profundas na UniCV.

Artur Furtado é licenciado em engenharia industrial pela Universidade de Iowa, EUA, tem mestrado em gestão industrial, diploma de estudos avançados, pela Universidade de Tecnologia de Troyes, França, e em direito da propriedade intelectual, pela Universidade de Direito de Yaoundé 2, Camarões. É doutorado em análise de fluxo de matéria, aplicado ao ordenamento do território, pela Universidade de Tecnologia de Troyes.


Durante a campanha, prevê-se a realização de dois debates internos entre os candidatos, sendo um na cidade da Praia e outro no Mindelo, permitindo a cada um dos candidatos expor as suas ideias, propostas e estratégias perante a comunidade acadêmica.



Fonte: Expressodasilhas



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

PEMSMAA: Governo assina acordo no valor de 50 mil contos com as instituições religiosas de solidariedade social


O Ministro Abraão Vicente, em representação do Ministério da Família e Inclusão Social assinou, na manhã desta segunda-feira, um acordo de colaboração com as instituições religiosas de solidariedade social, no valor de 50 mil contos, no âmbito do programa de emergência para a mitigação da Seca e do mau ano agrícola.

O objetivo deste acordo, ora rubricado, conforme o Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, em representação da Ministra Maritsa Rosabal, assenta em 3 pilares importantes.

“Minimizar o problema de falta de água, garantindo o uso racional e a regularidade do fornecimento para famílias e as explorações e pecuárias; Garantir a capacidade produtiva de pecuária de ruminantes através da adequação dos efetivos aos recursos disponíveis, reforço da disponibilidade de alimentos e a manutenção do bom estado sanitário dos animais e Garantir o mínimo de rendimento às famílias agrícolas fortemente afetadas pelo mau ano agrícola através da criação de oportunidades de mais empregos, sobretudo no meio rural”.

Com essa assinatura, segundo o governante, espera-se que os mais necessitados e afetados sejam amparados.

A representante das instituições religiosas de solidariedade social, Joana Brito, regozija com o feito e compromete em nome dos seus representados um trabalho árduo para combater esse fenômeno. Já que, como afirma, já há dinheiro para se chegar a todos os vales e ladeiras.

“Este protocolo vai permitir-nos chegar aos vales, aos cutelos lá onde estão as famílias mais afetadas. Este protocolo veio em boa hora (…), Nós, vamos diretamente as famílias porque nós já conhecemos essas famílias”.

Este é um complemento em termos de alimentos, água potável e algumas atividades de formação e sensibilização de como melhor gerir as situações como a seca e o mau ano agrícola. O presente protocolo entra em vigor de imediato e tem uma duração de 9 meses.


Texto: Sidney Cardoso


Liberdade de Imprensa? Jornalistas repudiam Código de Ética da RTC. Empresa diz que se inspirou nos maiores órgãos de CS do Mundo

A proposta de Código de Ética apresentada pelo Conselho de Administração da RTC acaba de abrir um autêntico diálogo de surdos entre os jornalistas e os responsáveis daquela empresa pública de comunicação social social. Os jornalistas rejeitam liminarmente o código de ética apresentado pela empresa, e esta, por sua vez, diz que se trata de um documento moderno e inspirado nos grandes órgãos de comunicação social do mundo.

Os trabalhadores reuniram-se de emergência no último fim-de-semana para declarar publicamente o seu repúdio em relação ao documento. Margarida Fontes, jornalista da TCV, que deu voz ao grupo, acusa este código de tratar os jornalistas como se não fossem pessoas de bem. Acrescentando que a proposta dos responsáveis da RTC violam a Constituição da República, as leis da comunicação social, o estatuto dos jornalistas e a deontologia da profissão. "Não estamos na terra de ninguém", observa Fontes.

Neste contexto, os jornalistas acabaram por criar uma comissão ad hoc para analisar este e outros assuntos relacionados com o exercício da profissão, visando repor a ordem e o respeito que esta importante classe profissional merece no processo de desenvolvimento do país.


A RTC, por seu turno, afirma que se inspirou nos grandes órgãos de comunicação social do mundo, como BBC, RTP, Washigton Post, The Guardian, The Wall StreetJournal, Reuters, The New York Times, Bloomberg, entre outros. E convida todos os jornalistas e a sociedade em geral a ler o documento com atenção para apresentar propostas de melhoria.

Fonte: Santiago Magazine

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

União Europeia é cúmplice dos abusos na Líbia, diz AI

Em relatório, a Amnistia Internacional acusa os países europeus de apoiar as atrocidades contra migrantes e refugiados através da política anti-imigração de Bruxelas. Comissão Europeia rejeita críticas.

"Eu não encorajo ninguém a ir a aquele sítio, porque é de fato um inferno. Nós perdemos nossos irmãos e irmãs". Os horrores sofridos por este marfinense e outros milhares de migrantes e refugiados africanos nos leilões de escravos na Líbia é, segundo a Amnistia Internacional (AI), consequência da política anti-imigração europeia. 

Em relatório divulgado esta terça-feira (12.12), a Amnistia Internacional acusa os governos europeus de serem "conscientemente cúmplices" e de apoiar ativamente os alegados abusos contra migrantes e refugiados naquele país. 

"A responsabilidade dos governos europeus é de cumplicidade pela inação e até pela promoção e o apoio ao Governo líbio. Está a acontecer algo parecido com o que foi visto na Turquia no ano passado, em que há um acordo para pagar o Estado para que mantenha os refugiados daquele lado", disse em entrevista à DW África o diretor-executivo da Amnistia Internacional em Portugal, Pedro Neto. 


Para o diretor da organização de direitos humanos, a política europeia de impedir a passagem de migrantes e refugiados através da Líbia é totalmente ineficaz. "É ineficaz e é inaceitável do ponto de vista humano", sublinha. "O Exército e a Marinha líbios estão até em conluio com redes de tráfico de pessoas, pressionam as ONGs que estão no terreno a tentar assistir e a salvar as pessoas que já estão no mar. Este modus operandi é completamente inaceitável."

A série de medidas adotadas pela União Europeia (UE) no final de 2016 para encerrar a rota migratória via Líbia e a travessia do Mediterrâneo não mediu as consequências para aqueles que ficaram à mercê das autoridades líbias, milícias, grupos armados e traficantes. A política de migração europeia precisa ser diferente, avalia Pedro Neto.

"É preciso que haja rotas legais e seguras por onde os refugiados possam passar à vontade e em segurança. Depois, na Europa, que o acolhimento seja feito através de uma partilha de responsabilidade por todo s os países da União Europeia. Essas pessoas merecem ter condições dignas de vida, e não que, ao fugirem de uma situação desesperante, encontrem outra ainda pior", afirma o representante da AI. 
"Sem a UE, seria pior"

Em resposta à DW África, a Comissão Europeia diz que compartilha do mesmo objetivo que a Amnistia Internacional: salvar vidas. Segundo aquele órgão, a situação não é ruim por causa da UE, na verdade, é um pouco melhor devido às ações dos países-membros para viabilizar o retorno voluntário de 15 mil migrantes que estão na Líbia a seus países de origem e acolher cerca de 40 mil novos refugiados até maio de 2019, sendo 1.000 provenientes da Líbia. 

Em nota, o órgão ressalta que a UE fez esforços para criar uma força-tarefa com a União Africana e a ONU para combater o tráfico humano naquele país. 
Para Zakaria Ahmed Salem, professor de Ciência Política da Universidade Northwestern em Chicago, os líderes africanos deveriam denunciar a política anti-imigração europeia, mas são coniventes com as ações orquestradas em Bruxelas. 

"Os planos que foram propostos na cimeira de Abidjan entre a União Europeia e os países africanos foram imediatamente rejeitados pelas organizações internacionais de direitos humanos por serem completamente irreais. É preciso corrigir os erros desta política anti-imigração que está submetida ao discurso de partidos populistas de direita espalhados por toda a Europa", conclui.


O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, deu início esta terça-feira à sua primeira visita oficial a África. Entre os temas tratados, estarão a migração dos que fogem de guerras e perseguições ou buscam melhores condições de vida no continente europeu. 

Fonte: DW África

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

GreenStudio condena a forma como o seu nome tem sido referido na praça pública


A GreenStudio, na sequência da publicação levada a cabo pelo Jornal A NAÇÃO e da conferência de imprensa realizada pelo Líder da Região de Santiago Sul do PAICV, vem desta forma "repudiar e condenar a forma dolosa, falsa e condenável como o seu bom nome tem sido referido".

Numa nota de imprensa, a GreenStudio diz estranhar o facto de nenhum órgão de comunicação social ter-lhe contactado de forma a conhecer os seus projetos e ou solicitar informações com relação à compra do terreno efetuado junto da Câmara Municipal da Praia, cujos dados são públicos.

Lê-se ainda, que a especulação iniciada por um órgão tem levado a que demais órgãos de comunicação social "apenas repliquem e dêem eco sem o mínimo de respeito e consideração para indagar junto da empresa, da veracidade ou não dos factos.

No mesmo âmbito o terreno da Praia foi identificado de entre os lotes de terreno da urbanização na Palha Sé, disponíveis para venda, onde a empresa apresentou uma proposta de compra que foi sufragada em Assembleia Geral do Município da Praia, com 13 votos a favor e 7 votos de abstenção. Nenhum voto contra, mesmo assim o PAICV veio à praça pública mostrar a sua insatisfação.

A GreenStudio diz ainda, estar “totalmente disponível à comunicação social e demais entidades a prestar esclarecimentos e comprovativos de todo e qualquer facto sobre a empresa.”

De acordo com a Nota que o Praia Online teve acesso, “o valor do Terreno a ser pago pela GreenStudio é de 43.188.000$00, sendo que 1.179.950$00 (e não 179.000$00 como maldosamente se tem sido veiculado) serão pagos anualmente nos primeiros 20 anos e 19.589.000$00 serão liquidados nos 10 anos seguintes”.


A GreenStudio é uma empresa com mais de 12 anos de mercado em Cabo Verde, registada em Angola, nos Estados Unidos da América e agora no Dubai, Emirado Árabes Unidos. 



terça-feira, 18 de abril de 2017

Bento XVI celebra 90.º aniversário com(...)caneca de cerveja

Para assinalar o seu 90.º aniversário, Joseph Ratzinger contou com a presença de amigos e de comida e bebida tradicional da Baviera.

O Papa emérito Bento XVI celebrou o seu 90.º aniversário no passado domingo, dia 16 de abril, o que coincidiu com a Páscoa. Por esse motivo, os festejos foram adiados para o dia seguinte. Para assinalar a data, Joseph Ratzinger decidiu brindar com uma cerveja da sua cidade natal.

Bento XVI, que vive em ´Mater Ecclesiae’, um antigo mosteiro dentro do Vaticano, passou o dia com o seu irmão Georg Ratzinger, de 93 anos, bem como com amigos da Baviera. O ministro-presidente deste estado alemão, Horst Seehofer, também marcou presença na festa.
No convívio, o grupo bebeu cerveja e comeu pretzels, tradicionais da Baviera.
Joseph Ratzinger renunciou ao cargo de Papa a 11 de Fevereiro de 2013, depois de oito anos na função atualmente desempenhada pelo argentino Jorge Maria Bergoglio, o Papa Francisco.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Eis por que razão nunca foram divulgadas fotos de Osama bin Laden morto

Há uma razão para que os Estados Unidos nunca tenham divulgado as fotografias do corpo de Osama bin Laden, depois de este ter sido abatido numa operação dos SEAL, a equipa de operações especiais da marinha norte-americana.

A revelação foi feita num livro lançado pelo militar Robert O'Neill, que assegura ter sido o primeiro a balear o líder da Al Qaeda, e pelo antigo soldado Jack Murphy, em declarações ao Sofrep, um site de notícias dedicado às forças especiais.
Na obra ‘The Operator’, Robert O'Neill começa por explicar que o filho de bin Laden, Khalid, foi encontrado no segundo andar da casa armado com uma AK-47 e foi prontamente baleado pelos militares.
No terceiro andar do edifício, no quarto, encontraram então o fundador da Al Qaeda, a quem deram um tiro que lhe abriu a cabeça em forma de V. “Atirei-lhe outra bala na cabeça para me assegurar” de que havia morrido, escreveu Robert O'Neill, citado pelo Business Insider.
A sucessão de acontecimentos é completada pelo antigo soldado Jack Murphy, que faz uma revelação nova: mesmo depois de morrer, Bin Laden foi baleado mais de 100 vezes, o que significa que ficou com mais de uma centena de buracos no corpo.
“Provavelmente, a imagem causaria um escândalo internacional e as investigações [à foto] poderiam conduzir a outras operações que muitos querem manter em segredo”, afirmou em declarações ao Sofrep.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

EUA atacam Afeganistão com a 'maior Bomba da História


Informação foi confirmada pelo oficial do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou o ataque à Fox News, descrevendo a bomba como a “mãe de todas as bombas”.
Segundo explica a Fox News, a bomba foi largada num complexo pertencente ao Estado Islâmico na província afegã de Nangarhar.
O general John Nicholson explicou que os jihadistas estão a optar por se esconderem em bunkers e túneis, razão pela qual esta bomba, que pesa 10 toneladas, é a “munição perfeita” para atacar e impedir o avanço do Daesh.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Capturado mais um suspeito de assalto ao Novo Banco


O Tribunal da Praia decretou prisão preventiva de mais um jovem envolvido no assalto ao Novo Banco, na Cidade da Praia. A decisão do Tribunal foi conhecida esta quinta-feira, após o jovem ter sido ouvido em primeiro interrogatório.


O individuo, um taxista natural da ilha Fogo e residente em Achada Mato na cidade da Praia, foi esta quinta-feira, 6, apresentado ao Tribunal da Comarca da Praia. O mesmo foi detido na ilha do Vulcão, no Bairro do III Congresso, para onde terá fugido após, supostamente, cometer o assalto.

Este vai agora fazer companhia ao outro suposto comparsa, Adilson “ Nuno Vascudja ou Petcha ” dos Santos, que morava em Ponta D’Água e que já está em prisão preventiva na cadeia de São Martinho.

Recorde-se que dois indivíduos encapuzados entraram no edifício do Novo Banco no Platô renderam os trabalhadores e conseguiram abrir o cofre de onde retiraram uma certa quantia em dinheiro.

Na saída, foram avistados por policiais que fazem guarda no STJ (Supremo Tribunal de Justiça), que não perderam tempo em “abrir fogo” contra os bandidos, tendo, alegadamente, ferido um deles.

Uma vez surpreendidos, os meliantes não conseguiram levar o saco com o dinheiro roubado, que ficou na rua, em frente aos Correios e fugiram numa viatura (um Toyota Yaris) com chapa de matrícula não-identificada. As investigações polícias levaram a detenção de dois suspeitos


 Fonte: ASSEMANA / A NAÇÂO

terça-feira, 4 de abril de 2017

ADECO promove formação "Segurança Rodoviário para todos"


A ADECO em parceria com a União Europeia e a CONSUMARE, promove uma acção de formação intitulada "segurança Rodoviária para todos". A formação de dois dias tem lugar nas instalações da protecção civil, na praia.


Os dados falam por si. De acordo com o relatório global sobre o estado da segurança viária 2015, em cada 25 segundos morre uma pessoa nas estradas a nível mundial e segundo o formador "a segurança rodoviária mata mais do que a Malária, paludismo e a tuberculose". Razões mais do que suficientes para uma iniciativa do tipo, conforme avança Alexandre Marval.

Reduzir a sinistralidade, segundo o presidente da ADECO é o principal objetivo desta formação.

António Silva atribui, ainda, importância à necessidade de maior empenho das autoridades nessa causa, isso porque, segundo afirma, as autoridades têm faltado com os seus compromissos para com a ADECO. Salienta que "muitas vítimas em Cabo Verde são crianças. Daí que é preciso maior empenho a todos os níveis, desde a legislação à educação dentro de casa".

No entanto a Directora geral da segurança rodoviária, Dina Estela afirma que o estado vai apoiar as iniciativas deste género.

Em Cabo verde, ultimamente, tem sucedido muitos acidentes rodoviários e as causas são excesso de velocidade, manobras mal feitas, violação do regulamento do trânsito e a condução sob o efeito do álcool, afirma o representante da OMS.
Essa formação acontece, também, nos próximos dias nas ilhas do Sal, São vicente e Santo Antão.

Texto: Sidney Cardoso



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Boas Festas e um Feliz 2017



Já lá vão 364 dias do ano 2016, só falta um dia para o novo ano. A Praia Online deseja a si e a sua familia um ano novo cheio de prosperidade e que ele venha com muita alegria.

Todos Nós passamos por momentos bons e maus, mas que o 2017 traga mais bons momentos e muita felicidade.

A todos os leitores e seguidores deste blogspot muito obrigado pela preferencia e continuação de boas festas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Praia – Mais uma vitima mortal em Eugénio Lima

Um homem conhecido por Calú, natural de Rui Vaz, concelho de São Domingos, interior da ilha de Santiago, foi morto à facada na noite desta quinta-feira, 24, no bairro de Achada Eugénio Lima, cidade da Praia.

De acordo com as testemunhas oculares, Calú encontrava na companhia de uns amigos, quando começou um desentendimento com o presumível assassino, conhecido por Alex.

Calú não resistiu aos graves ferimentos provocado pelo golpe da faca que o atingiu nas costas.
Calú como era conhecido desempenhava a função de pedreiro.

Segundo conseguimos apurar, o suposto assassino ainda não foi capturado.

Este é o segundo assassinato que acontece na cidade da Praia em menus de uma semana, sendo que o primeiro caso aconteceu na zona de Fundo Cobón, em que a vítima mortal foi um homem com cerca de 50 anos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

UNICV: Alunos de Jornalismo “Indignados” com Falta de Laboratório e Equipamentos


Os alunos do Curso de Jornalismo da UniCV reclamam por melhores condições de ensino e aprendizagem. Os estudantes põem a tónica sobretudo na falta de laboratórios, de sala de aulas e de equipamentos necessários para o bom funcionamento do curso. A expressão máxima desses protestos aconteceu, esta terça feira, 15 de Novembro, no Campus do Palmarejo, num encontro anual da Reitoria com as diferentes instâncias da instituição.

Por: Sidney Cardoso

“Indignada e revoltada”, expressa Carla Pina, estudante do 3º ano do Curso de Jornalismo da UniCV, que, em tom do desabafo, mostra a sua insatisfação em relação às condições dadas para aprender. Outros alunos partilham o mesmo sentimento, já que se encontram nessa Universidade há alguns anos e até ainda não viram um sinal do “sonhado” laboratório.

Questionada sobre essa situação, Judite do Nascimento, Reitora da UniCV, afirma que a Universidade tem todos os equipamentos à disposição dos alunos, acrescentando que, se não estão a ser usados, é porque os professores não os requisitam. Isso leva a que se questione onde é que está a culpa, na medida em que os professores reclamam da falta de condições e de materiais para desenvolverem as suas actividades profissionais.

Por seu lado, Jorge Tavares, Presidente da Faculdade Ciências e Tecnologias da UniCV, reforça a posição da Reitoria, salientando que a responsabilidade está nos professores que não requisitam os equipamentos”.

Questionado sobre o assunto, Silvino Évora, Coordenador do Curso de Jornalismo, afirma que lecciona a disciplina de Jornalismo de Imprensa, mas não tem câmaras fotográficas e nem gravadores para os alunos recolherem imagens e captarem o som. “É uma novidade o que me diz. Não sabia que a Universidade tinha todos os materiais que se exigem para o curso. Precisamos então de saber onde é que eles se encontram porque precisamos deles com urgência”, afirma Silvino Évora, salientando que “tenho conhecimento de que, no quadro de um programa com o Governo de Cabo Verde, foram adquiridos alguns equipamentos, com o intuito de se criar um estúdio. Na verdade, isso não chegou a acontecer, apesar de, em alguns momentos pontuais, se ter feito a sua exposição, numa das salas que deveria dar origem ao estúdio audiovisual, que serviria os cursos de Jornalismo e Multimédia”.

Independentemente de onde está a verdade, os futuros jornalistas se encontram aflitos e sem os equipamentos necessários e os laboratórios que lhes permitem uma melhor aprendizagem. Alguns defendem que estão atrasados em relação aos estudantes que frequentam outras universidades.

Para além do tema da ausência dos equipamentos e do laboratório de Jornalismo, os alunos aproveitaram o encontro para questionar a Reitoria sobre o adiamento daGala 10 Anos da UniCV, que vinha sendo publicitado em vários meios de comunicação. Sobre este assunto, a Reitora afirma que, depois de examinarem as contas, perceberam que os objectivos da Gala não seriam alcançados.


Recorde-se que a Gala tinha como principal ambição arrecadar receitas para o Fundo da Acção Social da Universidade de Cabo Verde.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Cabo Verde registou 120 homicídios em 12 meses



Cabo Verde registou em 12 meses 120 homicídios, revela um relatório do Ministério Público, segundo o qual, no mesmo período, a criminalidade no país aumentou 6,7 por cento relativamente ao ano anterior.

Segundo o relatório anual sobre a situação da justiça em Cabo Verde, entre 01 de agosto de 2015 e 31 de julho de 2016, deram entrada na Procuradoria-Geral da Republica de Cabo Verde 215 processos-crime por homicídio, 95 (44%) na forma tentada, 80 homicídios simples (37%) e 37 negligentes (17%). 
Foram ainda registados dois processos por homicídio agravado e um por homicídio qualificado.

O relatório, entregue pelo Procurador-Geral da República na Assembleia Nacional e a que a agência Lusa teve acesso, dá ainda conta de um aumento generalizado de processos-crime na ordem dos 6,7 por cento.

No ano judicial em causa, foram ainda registados 504 crimes sexuais, sendo que as agressões sexuais correspondem a 38% dos processos, o abuso sexual de crianças a 34% e os abusos sexuais de menores entre 14 e 16 anos a 9%.

Os crimes contra o património geraram 13.895 processos, na sua maioria por roubo (49%), furto (33%) e dano (10%).

Os crimes de violência baseada no género somaram 2.926 novos processos, que vieram juntar-se aos 7.707 transitados do ano anterior, tendo sido resolvidos 2.119.
Deram ainda entrada 172 novos processos relativos a crimes de droga, a somar aos 842 transitados do ano judicial anterior (2014/2015).
Desses foram resolvidos 295, o que corresponde a uma taxa de resolução de 29%, segundo o Ministério Público.

O Ministério Público instaurou ainda 24 novos processos-crime relativo ao exercício de funções públicas, correspondendo 50% a corrupção passiva, 29% a peculato, 17% a corrupção ativa e 4% a defraudação de interesses patrimoniais públicos.
Dos 58 processos movimentados foram resolvidos 13, o que corresponde a uma taxa de resolução de 22%, adianta o relatório, que será discutido no debate sobre a situação da justiça, em outubro, que habitualmente marca o arranque do ano parlamentar em Cabo Verde.

Segundo o relatório, deram ainda entrada 17 novos processos por lavagem de capitais, que vieram juntar-se aos 30 transitados do ano judicial 2014/2015, tendo apenas sido resolvido um processo, o que aumentou a pendência deste tipo de casos em 53 por cento. 
Globalmente, o Ministério Público adianta que deram entrada 29.750 processos da área penal, mais 1.870 do que no ano judicial anterior.

Somando os processos-crime transitados do ano judicial anterior com os que entraram no decurso deste ano judicial, o Ministério Público movimentou um total de 125.865 processos-crime, o que corresponde a mais 2.559 casos que no ano judicial de 2014/2015. 
Foram encerrados 23.671 processos-crime, menos 3.506 que no ano judicial de 2014/2015 em que tinham sido encerrados 27.177, o que corresponde a uma diminuição de 12.9%. 
O número de processos pendentes aumentou, passando dos 96.115 em 2014/2015 para 102.194 este ano.

Aos processos penais juntam-se ainda as ações no domínio cível, laboral e na área da família e menores, onde continuam pendentes mais de seis mil averiguações oficiosas de paternidade, a larga maioria das quais na comarca da Praia.

No relatório, o Ministério Público sublinha a necessidade de uma intervenção nos fatores na origem do aumento de criminalidade e o estabelecimento de prioridades de prevenção e investigação criminal, tendo em conta a frequência dos crimes, as pendências e os meios existentes. 

A criação Polícia Nacional de uma unidade de coordenação da investigação criminal, afetação de efetivos em regime de exclusividade, bem como a melhoria da capacidade de resposta da Polícia Judiciária em matéria de investigação e instrução processual são outras propostas que constam do documento.

O MP reclama ainda um aumento do quadro de magistrados que permita o reforço das secções de investigação e instrução nas comarcas com maior movimento de processos.
O aumento da criminalidade é uma preocupação crescente em Cabo Verde, onde no último mês se registaram vários homicídios, sobretudo na cidade da Praia.

Segundo o diretor da Polícia Nacional, Emanuel Estaline, a criminalidade na capital aumentou 8 por cento no primeiro semestre de 2016, o que levou ao anúncio do reforço em breve desta força policial com 60 novos efetivos.


sábado, 27 de agosto de 2016

#"Desafio Aceite" não passa de um fraude informatico


A campanha cujo o nome é "desafio aceite, campanha esta que  é para mudar a fotografia em branco e preto, cujo "objetivo" é sensibilizar os outros na luta contra o cancro não passa de um fraude informático, afirma a Policia Judiciaria  espanhola.

informa ainda a PJ espanhola que esta campanha é um vírus que já chegou a muitos países  e o principal objetivo é roubar dados dos participantes desta campanha.
O desafio tornou-se viral e milhões de pessoas estão a aceitá-lo em Portugal. Em Espanha, os jornais alertavam ontem para a falsa campanha de solidariedade classificando-a de "embuste"
A Polícia Judiciária, contactada pelo DN, alertou os 4,7 milhões de utilizadores do Facebook em Portugal para não aceitarem este desafio se a mensagem lhes aparecer via Messenger ou no mural.

É importante saber que todos os dias aparecem novos vírus informáticos e devemos estar alertas aos crimes informáticos.

fonte: Diário de Notícia

terça-feira, 19 de julho de 2016

Afinal, quem é Donald Trump?


A pergunta é mais lógica do que parece. Presente no cenário mediático americano desde há 40 anos, Donald J. Trump é pouco conhecido e ainda menos entendido fora das fronteiras americanas. Nascido em 1946 de uma família milionária com interesses no imobiliário, Donald foi o quarto de cinco irmãos, tendo revelado brilhantismo desde cedo, o que lhe garantiu uma carreira notável na academia militar e na Universidade da Pensilvânia.

Empenhado na empresa familiar, tomou posse da presidência da Trump Organisation e reforçou o império imobiliário tendo como base primeiro Nova Iorque e depois Atlantic City. Casou-se com uma modelo checa, Ivana Winklmayr, entrando decisivamente no circuito de estrelas sociais americanos no final dos anos setenta. Foi uma das figuras de proa dos anos loucos do capitalismo americano, passando depois parte dos anos noventa a recuperar do rebentamento da bolha do imobiliário. Em 2003 voltou ao centro da vida mediática americana, desta vez para ficar: estreou O Aprendiz, onde assumiu a liderança de um reality-show que procurava um candidato a entrar no mundo dos grandes negócios. A frase com que despachava os candidatos – “You’re fired” – colou-se a ele como uma segunda pele, ajudando a reforçar o ícone de empreendedor imparável.
Depois de muitas polémicas televisivas e de outras tantas no mundo dos negócios – onde foi acumulando riqueza com a mesma facilidade com que deixou falir partes do negócio -, consolidou-se como uma figura sem medo das palavras nem das polémicas. O divórcio de Ivanka encheu os jornais, tal como o casamento com Maria Maples, que durou até 1999. Desse tempo diz que o único arrependimento que tem é “não ter conseguido fazer a corte a Diana Spencer, uma genuína princesa”.
Deixou circular a possibilidade de ser candidato em 2011, mas sem chegar a assumir esse papel. Em 2015 decidiu-se e tomou parte na corrida republicana, sempre dando a entender que poderia ser candidato independente. Apesar de tentar ter postura presidencial não tem mostrado grande jeito a lidar com a águia careca, o símbolo dos EUA.

Qual é a relação de Trump com a política?

Donald Trump tem apoiado candidatos republicanos e democratas, como confirmou um relatório independente publicado em 2012. Nos últimos 25 anos, entre candidatos a senadores, governadores e presidentes, Trump apoiou 96 candidatos – dos quais apenas metade eram republicanos. Nas presidenciais de 2012 apoiou McCain, que agora criticou. Mas também apoiou Hillary Clinton, que admitiu ter beneficiado com dinheiro para a campanha.
Não será propriamente o currículo mais recomendável para se afirmar como candidato pelos republicanos, mas tem justificado isso com o pragmatismo necessário a quem tem negócios e está na esfera pública norte-americana. Desde que se assumiu como candidato tem feito um esforço para se mostrar coerente com os pergaminhos republicanos mas impede que seja visto como um corpo estranho no partido – pelo que defendeu e pelo que defende.

Quais são as principais ideias políticas que defende?

São, no mínimo, pouco convencionais – no máximo xenófobas. Sem experiência de serviço público nem conhecimento específico de como funciona o governo, Trump tem apresentado uma série de ideias irrealizáveis e sugerido políticas de contornos racistas. Mas vamos por partes. A mais recente proposta de Donald Trump é conversar com Bill Gates para “fechar a internet” de forma a conter o estado islâmico – e é um belo exemplo de como se pode fazer uma tirada simplista baseada na ignorância estrutural de como as coisas funcionam. Não só Bill Gates tem muito pouco a ver com a internet como, mesmo que se juntassem os responsáveis da Google, do Facebook, da AOL e do Yahoo, estes juntos não poderiam fechar a internet – que é um sistema descentralizado que já não depende de um único país nem sequer apenas do ICANN.
E esta ideia peregrina surgiu um dia depois de ter proposto fechar as fronteiras dos Estados Unidos a todos os muçulmanos, tendo como pretexto a segurança dos Estados Unidos: “Os muçulmanos devem ser total e completamente banidos de entrar nos Estados Unidos da América até que os representantes do nosso país consigam descobrir o que está a acontecer”. Para lá do evidente contexto racista, a proposta é impraticável e iria assegurar uma crise social tremenda por causa dos cinco milhões de muçulmanos devidamente integrados – e de 3409 soldados muçulmanos ativos nas forças armadas americanas, alguns em cenário de combate. Já antes tinha defendido fechar o país aos refugiados da guerra na Síria e fechar algumas mesquitas e centros de estudo religiosos muçulmanos.
Mas isto não é uma novidade: no momento em que anunciou ser candidato a candidato, Trump tinha proposto construir um muro entre os Estados Unidos e o México – acusando os latinos de serem os responsáveis pelos males da América. Começou aí o rol xenófobo do candidato, a que se juntou rapidamente uma sequência de insultos a mulheres e utilização de minorias como fatores de humor. Tudo isto porque Trump busca o populismo e o sucesso imediato nas sondagens – mas esta agitação de fantasmas tem consequências para o sistema político que são impossíveis de calcular.
Trump já foi pro-choice mas agora é pro-life, o que significa que passou de defensor do aborto a defensor da primazia do direito à vida. Já defendeu os serviços públicos mas afirma-se completo opositor do pacote Obamacare. Já disse entender a globalização mas quer cortar a direito na OMC e aumentar brutalmente os impostos para produtos importados, na esperança de aumentar a procura interna. É isolacionista e quer acima de tudo preservar as fronteiras dos Estados Unidos, tendo uma visão limitativa da política externa americana.
Propostas inovadoras não existem, ideias populistas sim. E são de esperar mais algumas, especialmente se se confirmar a descida nas sondagens – não é por acaso que o ataque aos muçulmanos tenha surgido no mesmo dia em que uma sondagem revelou que está em segundo na corrida republicana no Iowa.

Quem é que o apoia?

Trump tem o apoio direto de uma grande parte do Tea Party, a fação conservadora e politicamente correta do Partido Republicano. Granjeou também protetores famosos como Clint Eastwood, Mike Tyson e Dennis Rodman. Mas a maior faixa de apoiantes está na massa anónima de eleitores, desencantados com os candidatos tradicionais que estarão demasiado longe do cidadão comum. Trump tem fama popular de ser mais genuíno e honesto que outros candidatos e por isso apanha também os eleitores desencantados com a política.
O problema é que apanha também os extremistas que vivem afastados da realidade. Uma sondagem do Public Policy Institute apurou que 66 % dos apoiantes de Trump acreditam que Barack Obama é muçulmano e 61% acredita que ele não nasceu nos Estados Unidos, ecoando mensagens emitidas repetidamente pela Fox e outros meios de comunicação ultra-conservadores com pouca preocupação pela objetividade. 
Trump tem ainda muitos apoiantes da politica internacional, destaca-se o ditador norte-coreano, Kim Jong-un.

E quem o contesta?
Já a lista de contestatários continua a crescer. No campo dos famosos estão Ricky Martin, Shakira, Matt Damon e Eva Longoria. Os meios de comunicação mais respeitáveis decidiram atacar também com firmeza o candidato: o Huffington Post estava a cobrir a candidatura de Trump na secção de Entretenimento e decidiu mudar para a Política, mas sem medo dedenunciar o extremismo do candidato; e o Buzzfeed emitiu uma nota à redação afirmando que os seus repórteres não devem temer apelidar as ideias e atitudes de Trump como racistas sempre que tal seja necessário; Tom Brokaw, um dos jornalistas mais respeitados nos Estados Unidos, afirmou que Trump é um demagogo do calibre de Joe McCarthy.
Mas mais relevante ainda será o distanciamento que figuras de proa do Partido Republicano estão a exercer, especialmente desde a tirada sobre banir muçulmanos. É um rol de notáveis do próprio partido que critica a nova postura do candidato Trump: Dick Cheney, Paul Ryan, Jeb Bush e muitos outros senadores vieram a público criticar as ideias do candidato. Paul Ryan, representante dos republicanos na Câmara alta e presidente do partido, foi muito direto: “Isto não é conservadorismo e não nos representa como partido”. A isto Trump respondeu como sabe: com a fuga para a frente, ameaçando com uma corrida independente que deitará por terra qualquer expectativa de vitória dos republicanos. Bastou um tweet, mesmo que pouco explícito, para indicar a disponibilidade do candidato: "A new poll indicates that 68% of my supporters would vote for me if I departed the GOP & ran as an independent."
https://www.
  1. facebook.com/DonaldTrump/po
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Mas como seria uma presidência de Donald Trump?

É um cenário tão irreal, centrado numa personagem tão excessiva, que é quase impossível antecipá-lo. Mas o mais certo seria um mandato altamente ineficiente, minado por polémicas menores e uma quase completa incapacidade para concretizar políticas relevantes.
O sistema político norte-americano dá ao presidente o comando das forças armadas e de gerir o governo, mas o braço legislativo está no Congresso e o verdadeiro poder está na burocracia governamental que gere as áreas funcionais – e em ambos o apoio político de Trump é quase nulo. Depois teria ainda de negociar com governadores para garantir a defesa das suas ideias, o que também é pouco claro que possa acontecer.
No mundo real e pragmático da política em Washington, um Presidente tem de saber dialogar para deixar marca. Mesmo com ambas as câmaras nas mãos de republicanos, Trump teria de lidar com políticos de carreira que não cederiam aos insultos públicos nem se importariam de deixar o candidato arder em lume brando. E um homem como ele, num posto com tanta exposição, não iria precisar de muito para se ridicularizar no palco nacional e internacional.
Um cenário em que as coisas poderiam correr bem seria o de Trump aceitar ser controlado pelo Partido Republicano, cedendo lugares-chave na administração e deixando que estes ditassem as grandes opções políticas. Pode acontecer, mas implicaria cedências constantes de ambos os lados – o que, tendo em conta especialmente a dimensão irracional de Donald, é difícil conceber.
Há outro cenário, mais próprio de uma ficção apocalíptica centrada na Casa Branca tão distante de House of Cards como esta foi de West Wing: em caso de guerra ou crise económica profunda, o Presidente Trump poderia invocar poderes de emergência e transformar Washington num antro de loucura política totalmente imprevisível.

É mesmo o dinheiro do próprio que está a ser aplicado na campanha?

Em grande parte sim. Nesta fase não há quaisquer apoios públicos aos candidatos a candidatos e as campanhas têm de gerir os fundos disponíveis – que são basicamente os meios próprios, os poucos apoios do partido e o dinheiro recolhido junto de apoiantes endinheirados.
Há limites para os apoios que cada pessoa e empresa pode dar, mas não há limites para os Super-PAC, entidades supostamente da sociedade civil que congregam milhões de dólares entregues aos candidatos que os fundam. Trump é o candidato que recolhe mais apoios de pequenos doadores, o que confirma muita relevância popular mas pouca penetração junto dos colegas milionários. Trump recolheu no terceiro trimestre deste ano 3.7 milhões de dólares (aproximadamente 10% do valor declarado por Hillary), o triplo do que colocou na campanha neste período – mas no total será ainda o principal doador de si mesmo.
O sistema político vive de muito dinheiro e essa é aliás considerado o maior mal do país. Um dos candidatos originais, Lawrence Lessig, chegou mesmo a avançar com base numa única proposta: ser eleito, reformar o sistema político e demitir-se para abrir caminho a uma democracia mais plural. Dado o tremendo custo de uma candidatura presidencial, é reconhecido que ninguém tem qualquer hipótese de chegar a pensar sequer em concorrer sem apoios relevantes na finança – um extraordinário trabalho do New York Times demonstrou que dos 120 milhões de famílias dos Estados Unidos, só 158 influenciam decisivamente o processo de candidatura à presidência. É o modelo mais distorcido e desigual de todas as democracias modernas no planeta.
Ser Presidente em 2016 não custará menos de 950 milhões de dólares, existindo várias projeções que apontam para um custo superior a mil milhões. E é óbvio que quem mais investe nas campanhas, os milionários, quer assegurar a manutenção do estado das coisas e perpetuar a sua influência.

Mas ele é mesmo milionário? Não foi à falência quatro vezes?

Há um jogo de tabuleiro, criado em 1989, chamado Trump. O jogo era vendido com o argumento de que “é preciso ter miolos para fazer milhões, mas para fazer biliões é preciso ser Trump”.
Mas a verdade é que Donald Trump é milionário porque o pai já o era. Fred Trump tinha um império imobiliário que, em 1974, valia 200 milhões de dólares. Um de cinco filhos, ficou com 40 milhões e aproveitou o negócio imobiliário para ficar mais rico. Hoje vale entre 3 e 4 mil milhões de dólares, numa fortuna que está essencialmente concentrada no imobiliário e na indústria do entretenimento.
Apesar de o próprio Trump nunca ter ido à falência, várias das suas empresas já foram: em 1991 foi o hotel Taj Mahal em Atlantic City, em 1992 foi o vizinho Trump Plaza, em 2004 foi todo o grupo Trump Hotels and Casino Resorts que estava com uma dívida de 1.8 mil milhões de dólares e, em 2009, foi o grupo de resorts que se afundou. A lei americana de falências é bastante permissiva, favorecendo a possibilidade de recuperação e permitindo aos responsáveis prosseguir outros negócios desde que as dívidas essenciais sejam cobertas.